Rui Paz, Alemanha

<font color=993366>Os emigrantes lutam, o PCP apoia</font>

Apesar da distância que separa Portugal da grande maioria dos países onde residimos e trabalhamos, também na emigração se sente que o Partido vive um bom momento.
O PCP é o único partido que impulsiona a resistência contra a política antipatriótica e anticomunidades dos sucessivos governos. Com a presença e o apoio do PCP nas principais frentes de luta – como, por exemplo, na luta contra o encerramento dos consulados ou pela defesa do ensino da língua e da cultura portuguesas junto das comunidades –, tem vindo a aumentar o prestígio do Partido.
Os últimos resultados das eleições presidenciais confirmaram em vários países da Europa um aumento da confiança no PCP, que se sente noutros aspectos igualmente. Na Alemanha, por exemplo, onde foi fundado o PS, o PCP tem o dobro dos membros do Partido Socialista. E, enquanto os núcleos do PS e do PSD se encontram praticamente paralisados e desmoralizados pela política dos vários governos, o PCP é cada vez mais reconhecido como o único partido que agarra os problemas a sério. Os elementos mais esclarecidos da comunidade ouvem os comunistas e sabem que as soluções que apontamos para a resolução dos problemas são correctas.
Não esquecemos as dificuldades resultantes da grande dispersão das nossas organizações e dos seus militantes, e do regresso constante a Portugal de camaradas responsáveis com muitos anos de experiência e de luta.
Por outro lado, a política seguida pelo PSD, PP e PS está a provocar o descrédito da actividade político-partidária em geral. As pessoas menos esclarecidas julgam que todos os partidos são iguais e que todos querem o voto para depois as enganarem.
Mas, apesar de todas estas barreiras, o PCP é o único partido português que criou um organismo para coordenar a sua actividade em toda a Europa. É reconfortante vermos pessoas sem partido, ou mesmo membros de outros partidos, incentivarem-nos, pedirem a nossa ajuda ou ajudarem o Partido a aumentar a sua influência, indicando-nos que em tal terra ou associação há comunistas ou pessoas progressistas que devíamos contactar ou organizar.
Para, no futuro, podermos prosseguir este caminho, temos de recrutar muitos jovens. Temos de reforçar a nossa presença nas associações, nos ranchos folclóricos, nas comissões de pais das crianças que aprendem o Português. Temos de aumentar a nossa presença lá, onde a comunidade se mantém activa e organizada. E temos de continuar a acompanhar com muita atenção a política antipopular e antipatriótica dos governos em Portugal, para podermos esclarecer as comunidades acerca das consequências negativas de tais orientações e decisões para o futuro de Portugal e dos portugueses, dentro e fora do País.


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<font color=993366>Obstáculos ao regresso</font>

Subsistem fortes obstáculos ao retorno dos emigrantes, muitas vezes devidos à criação de raízes familiares nos países de acolhimento. Noutros casos, é o próprio Governo português a retardar o regresso, como sucede com quem cumpriu o serviço militar obrigatório, mas não tem direito a que esse período conte para a reforma.

<font color=993366>Via aberta na emigração</font>

Com a mais recente vaga de imigrantes, sentida em praticamente todos os cantos de Portugal, surgiram teorias a defender que o País deixou de ser um local de onde os portugueses saíam em busca de vida melhor, para passar a ser um pólo de atracção de trabalhadores da Europa de Leste, do Brasil ou de África. Escasseiam os números fiáveis sobre estas realidades, o que por si só comprova a falha das políticas de emigração e de imigração de sucessivos governos. Mas, como salientam militantes comunistas com actividade neste sector, continuam a sair do nosso país muitos milhares de portugueses, que procuram no estrangeiro alternativas aos baixos salários, à falta de emprego, à instabilidade que a situação económica do País e das empresas provoca nas suas famílias.